Lição 196 - O inimigo não está lá fora
- Fabe

- 2 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
"Só posso crucificar a mim mesmo"

A Lição 196 de Um Curso em Milagres nos conduz a um ponto essencial da jornada espiritual: reconhecer que a verdadeira dor não vem de fora, mas é criada dentro de nós mesmos. Somos os únicos que podem nos ferir — não porque mereçamos punição, mas porque temos o poder de escolher entre o medo e o Amor a cada instante.
Quando atacamos, julgamos ou projetamos culpa nos outros, acabamos por reforçar a dor em nossa própria mente. Essa ilusão de que ferir o outro nos trará alívio é o que sustenta a separação e o sofrimento. O ego, astuto e persistente, alimenta essa crença para manter-nos em um ciclo de defesa, culpa e medo, e assim nos afastar da verdadeira cura.
A boa notícia é que podemos escolher de novo. Quando interrompemos esse ciclo, mesmo que por um instante, abrimos espaço para que o Amor nos revele uma outra visão: a paz do outro começa em nós. Nesta lição, também aprendemos que não somos corpos destinados à condenação, mas sim seres espirituais a caminho da ressurreição interior. Cada passo dado com disposição é um movimento em direção à liberdade. Não é o tempo que cura, mas a entrega sincera ao presente, o agora sagrado onde tudo se transforma.
O Curso nos convida a observar de forma honesta as crenças inconscientes que mantemos, inclusive o medo de Deus:
essa antiga e profunda confusão que faz parecer que Ele nos julga ou castiga. Esse medo não passa de uma ilusão, gerada pela mente fragmentada que acredita na separação.
Quando percebemos que nenhum ataque é real, que não há nada fora de nós que possa realmente nos ferir, começamos a desfazer os alicerces do medo. A mudança de percepção dissolve a prisão interna. Vemos, enfim, que cada desafio pode ser um convite ao renascimento.

A salvação, então, deixa de ser uma promessa distante e passa a ser uma escolha presente. Ela não está nas mãos do mundo, mas sim dentro de nós. A resistência final — aquele terror que às vezes sentimos antes de nos render totalmente à verdade — é apenas o último suspiro do ego antes de sua dissolução.
Ao acolhermos a orientação amorosa dos Pensamentos de Deus, permitimos que a lembrança do Criador renasça em nosso coração.
Nenhuma força externa nos bloqueia quando aceitamos a verdade com simplicidade. A direção está clara: é o Amor. Essa lição nos lembra que, embora tenhamos acreditado na culpa e na crucificação, nós mesmos também somos a porta da redenção. Somos responsáveis por nossas escolhas, sim, mas isso é libertador. Pois se a dor vem de dentro, a cura também vem.
Que este ensinamento ecoe suavemente em sua consciência. Que ele traga leveza, clareza e liberdade no agora. E que, ao reconhecer que só podemos crucificar a nós mesmos, você também se lembre que é em você que o Amor deseja renascer.




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